Brasil, a bola da vez. As grandes marcas querem o nosso mercado

03/09/2010 by

P&G faz o maior investimento no Brasil em 10 anos e reforça marca corporativa.

Olimpíadas e Copa do Mundo são apenas um reflexo do novo status ocupado pelo Brasil dentro cenário mundial, somos hoje um país sólido economicamente com um mercado consumidor em expansão, uma das meninas dos olhos do mercado mundial.

O crescimento do poder de consumo principalmente das classes de baixa renda, que hoje tem a oportunidade de consumir produtos que antes fugiam à sua realidade, aquecem cada vez mais o mercado interno. Numerosa e ansiosa para consumir a classe C, por exemplo, é o principal alvo das grandes marcas. 

Visando essa oportunidade a P&G está fazendo o maior investimento no Brasil em 10 anos, a empresa está trazendo para o Brasil três novas marcas: a marca Olay, de produtos para cuidados com a pele, Naturella, um absorvente, e Head & Shoulders, linha de shampoo e condicionador anti caspa. Mesmo com as novas marcas a atuação da P&B no Brasil ainda é discreta, hoje apenas 26 das 300 marcas de produto estão disponíveis no país. A empresa espera elevar as vendas 125 milhões para 200 milhões de pessoas até 2015.

Como parte dessa nova investida dentro do mercado brasileiro a P&G lança além das novas marcas uma loja conceito, a P&G 5D Experience , única no mundo a loja pretende mexer com os sentidos dos consumidores ao mesmo tempo em que estes estão em contato com os produtos, marketing de experiência puro e direto. Outro foco da loja conceito é mostrar ao público que várias marcas do dia-a-dia são “filhos de um mesmo pai”, seguindo uma tendência mundial de fortalecimento da marca corporativa através da associação desta com os produtos da sua carteira. Posicionamento que já é assumido com mais evidência pela rival Unilever.

Marketing de Experiência, Experiência de Verdade!

06/04/2010 by

Os consumidores estão cada vez mais exigentes. Principalmente a geração Y, que demanda da comunicação, obviamente de qualidade, um conteúdo mais real, transparente e personalizado.

O mercado há de se adaptar à todo esse cenário por um simples motivo.

A publicidade que gira em torno das marcas não é mais de autoria exclusiva das agências de comunicação e não é mais direcionada apenas para grandes massas.

Com o “Boom” de Social Media (Mídias Sociais / Redes Sociais na internet) o consumidor ganhou muito poder e percebeu isso. O que era falado sobre determinadas marcas em Redes Sociais como rodas de amigos, família, mesas de bar e etc. não chegava nem perto de incomodar os investidores. Porém quando isso é tratado na internet, o quadro toma outras proporções. Tanto de uma forma positiva, como negativa.

Um consumidor que tem uma experiência positiva com determinada marca, com certeza comentará isso em sua rede de contatos que por sua vez fará o trabalho de disseminar a mensagem para mais e mais pessoas. O que pode gerar um excelente resultado como um Buzz, um viral, uma comunidade, e isso mesmo não tendo investido em veículos de comunicação.

Não quero me aprofundar ou estender muito mais no assunto Social Media que vem sendo tão comentado por aqui, pois teria que fazer no mínimo dois posts.

Voltando à comunicação diferenciada, podemos dizer que  as pessoas estão dispostas a experimentar sensações e não simplesmente adquirir produtos ou serviços, apesar dessa ser a real intenção de quem está investindo. E como unir o útil ao agradável?

Segundo José Carmo Vieira de Oliveira, Consultor do Sebrae-SP, O Marketing de Experiência considera emoções ao contrário do marketing tradicional, que foca o racional. O marketing tradicional foca o produto e o marketing da experiência foca o cliente.

Podemos concluir que uma marca que realiza uma ação focada em experiências positivas para o cliente,  será associada a essa experiência de uma forma também positiva.

Para ilustrar o que estou dizendo, trouxe um case de um vídeo viral assinado pela Coca-Cola que utiliza esse conceito. A idéia até poderia ter sido executada com um filme tradicional, atores  e tudo como manda o roteiro, mas foi feita em um ambiente real, com pessoas comuns. O que a tornou uma experiência sensacional, não só para quem vivenciou aquele momento, como também para os mais de dois milhões que já assistiram o filme  através da internet.

O Marketing de Experiência é uma ferramenta menos tangível do que as mais tradicionais, mas  pode ter um potencial gigantesco se aliada às ferramentas mais bombásticas do momento,  como Social Media.

Bernardo Dias – República do Marketing

Explicando Virais e Redes Sociais com uma rave

18/03/2010 by

Depois de ler e escrever um MONTE sobre Social Media para provar em uma tese de TCC a importância e as proporções que as Redes Sociais e os Virais representam no universo do Marketing e da Comunicação, aparece um vídeo na Web que em menos de 3 minutos explica com perfeição os papéis dos Trendsetters, dos Trendwatchers, do primeiro seguidor, como nasce um Viral e como é formada uma Rede Social, não uma Rede Social como as que estamos acostumados a ver na internet, mas uma Rede de Pessoas, o que nos faz entender como surgem e se proliferam as Mídias Sociais Digitais.

Deixando de lado esse Mechidão de nomes e conceitos, trago para a República um dos Vídeos virais mais fantásticos dos últimos tempos. A Agência Click aborda o assunto mostrando a sua visão sobre Redes Sociais com o ”O primeiro Seguidor”.

Link para o Vídeo: O primeiro Seguidor

Espero que gostem tanto quanto eu.

Bernardo Dias – República do Marketing


Quando eu Crescer Quero Trabalhar Em Propaganda

15/03/2010 by

Pra você que quer ser publicitário quando crescer, vale a pena assistir este filme com bastante atenção.

A campanha do Monster.com , portal de empregos internacional, traz crianças dizendo: “When I grow up I wanna be an Advertiser” e aponta diversas características dos profissionais da área.

A princípio o vídeo me assustou com uma dose cavalar de realidade, mas logo em seguida me fez perceber que apesar de todos os pesares, o Publicitário, de verdade, enfrenta tudo isso por realização/idealismo. Porque faz o que realmente  gosta.

O portal Monster traz em sua Home a seguinte mensagem:

Aim Higher. Reach Farther. Dream Bigger.

A better career is out there. We’ll help you find it. We’re your first step to becoming everything you want to be.

Para os publicitários de plantão, aí vai o filme:

When I grow up I wanna be an Advertiser.

Quando eu Crescer Quero Trabalhar Em Propaganda.

Bernardo Dias – República do Marketing

Oscar goes to…

09/03/2010 by
oscar

Clique para o trailer. Página oficial.

Não tem muito o que falar;

Pra quem gosta do tal do branding, temos aqui uma animação que foi premiada no Oscar2010, melhor curta de animação.

Uma idéia básica de o que são e quão poderosas são as marcas.

Clique no gif pra ir para a página oficial do filme.

abaixo está o link da animação.

Vale a pena conferir!!

DUKA!

Um abraço  à todos que republicam!

fui.

http://assuntoscriativos.blogspot.com/2010/03/logorama-legendado.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter&utm_campaign=Assuntos+Criativos&utm_content=Twitter

Kotler e as mídias sociais

11/02/2010 by

Em recente visita ao Brasil a convite da HSM, Philip Kotler (para quem não conhece, o papa do Marketing), concedeu uma entrevista à Època Negócios onde tratou sobre as Mídias Sociais e esmiuçou as suas impressões sobre como as empresas deverão se comportar para aproveitar da melhor forma possível esse fenômeno.

Abaixo, alguns pontos importantes colocados por ele:

“… É um novíssimo mundo, em que essas conversas terão mais influência do que os comerciais”

“As companhias hoje têm muito menos controle sobre o mercado.”

“As pessoas estão se entretendo cada vez mais assistindo ao YouTube. Talvez não irão até a página de uma empresa para assistir a um comercial. Mas como as companhias não sabem quem terá ou não interesse, vale a pena veicular comerciais curtos.”

“As empresas devem, principalmente, entregar o que prometem e oferecer um excelente serviço. É sobre isso, na verdade, que os consumidores falam nas redes sociais.”

“A recessão mostrou que as melhores companhias são aquelas que oferecem produtos de qualidade por um preço baixo, como McDonald’s e Wal-Mart.”

“Os novos marqueteiros estão percebendo que há dois tipos de consumidores: aqueles que se preocupam somente com o preço, que chamamos de clientes transacionais, e aqueles que querem algum tipo de consultoria ou até mesmo alguma customização, que são os chamados clientes consultivos.”

As mídias sociais já são uma realidade que trará, em um futuro próximo, uma excelente oportunidade para uma mudança total no relacionamento empresa-consumidor. Quem se preparar melhor e com mais agilidade sairá na frente com a alcunha de pioneira, o que pode lhes garantir um melhor posicionamento em seu respectivo mercado de atuação.

Para ver a entrevista inteira, visite www.midiassociais.net.

Felipe Lopes – República do Marketing

Argentina: Pepsi x Pecsi

26/01/2010 by

Como no post anterior falamos sobre a Coca-Cola e sua adaptação ao Festival de Parintins, então vamos mostrar um case da Pepsi, que eu confesso que não conhecia e foi sugerido pela nossa amiga Cecília Martins .

Na Argentina, após uma pesquisa que verificou que praticamente 25% dos hermanos falavam “Pecsi” e não “Pepsi”, desenvolveu-se uma estratégia que culminou com a realização de uma campanha onde a empresa buscou uma unidade entre os 2 nomes, se adaptando a uma questão cultural e, acertadamente, não tentando fixar a marca conhecida mundialmente na cabeça dessa parcela da população.

Acho que isso deixa bem claro que a bola da vez são os consumidores e que o tempo de Henry Ford e o seu primeiro carro onde você tinha duas opções de cores (Preto ou Preto) ficaram pra trás. Sinta, saiba, pesquise e pergunte aos seus consumidores o que eles esperam da sua marca. Esse é o caminho.

Abaixo, dois vídeos da citada campanha portenha:

Felipe Lopes – República do Marketing

A importância do Regionalismo: a lenda da Coca-Cola azul

25/01/2010 by

Depois de tanta conversa sobre regionalismos e sua importância no planejamento estratégico de marketing das empresas, lembrei o que considero o maior case quando tratamos desse assunto. A Coca-Cola e sua atuação no Festival de Parintins onde é a grande patrocinadora e investe cifras em torno dos R$ 5 milhões de Reais anualmente.

Devido a grande rivalidade entre os bois Caprichoso (cor azul) e Garantido (cor vermelha), a gigante Coca Cola foi forçada a se adaptar a cultura amazonense e mudar a identidade visual da famosa lata vermelha, tudo porque os participantes do Caprichoso não consumiam os produtos da empresa, por ela possuir a cor da rival e muitas vezes compravam produtos Pepsi (que usam a cor azul!)

Então, após discussões nunca antes imaginada e com autorização da matriz americana, desde 2005 a Coca Cola Brasil produz latas especiais para o evento, substituindo o vermelho por azul.

Portanto, as empresas que queiram trabalhar com públicos diversos precisam estar atentas, pois cultura específicas trazem como consequência, necessidades específicas de seus consumidores, pois até gigantes globais mudam regras rígidas em prol da fidelização de novos consumidores em novos mercados.

Abaixo, algumas imagens para ilustrar o case.

Felipe Lopes – República do Marketing

Coca-Cola em Parintins

Anúncio Coca-Cola Parintins

Bááá! Meu produto é arretado, uai!!

25/01/2010 by

Dando continuidade ao assunto Regionalismo, incentivado pelo ótimo post do case “polar” (abaixo), resolvi falar um pouco mais desse assunto, mais especificamente sobre a importância de se entender culturas e costumes regionais na hora de divulgar um produto.

Entender e respeitar as peculiaridades de cada região demonstra respeito com o consumidor, aumentando as chances de interação com o mesmo. Empatia com o produto é um fator fundamental na hora da compra, e isso deve acontecer da maneira mais natural e eficiente possível, já que nos dias de hoje somos bombardeados por milhares informações. Os produtos disputam uma “cota” cada vez menor de atenção dos consumidores, ou seja, temos que conhecer cada vez mais nosso público para não jogar essa preciosa “cota” no lixo. Em um país do tamanho do Brasil, falamos a mesma língua, mas nem sempre com o mesmo sotaque.

Matéria publicada pelo site cidade marketing fala da importância do Regionalismo para empresas que pensam em ganhar o mercado nacional. Traz como exemplo o Guaraná Jesus típico do maranhão, “com posicionamento exclusivamente regional” segundo a matéria. A marca cresceu, assustou a concorrência e a exemplo da cerveja “polar” foi comprada por um gigante do ramo de bebidas, a Coca-Cola. No vídeo abaixo podemos ver que a Coca-Cola, como sempre impecáveis, não esqueceu do Regionalismo após comprar a marca. Seguem o vídeo da campanha de nova identidade e o resultado da mesma.  Detalhe para a arte da latinha com ícones da cultura local, boi bumbá e veia do reggae muito forte na região.

Felipe Almeida.

guaraná

A cerveja Paisana

22/01/2010 by

Estreando aqui na República, vou comentar um case no mínimo atípico apresentado por Cassio Politi, professor e diretor da Escola de Comunicação, Comunique-se,  no curso “Entendendo o Marketing a partir de cases”. A cerveja Polar, que apresenta como posicionamento “Sou gaúcho como você”, fez uma série de propagandas bastante intrigante nos últimos tempos. E detalhe: só foram veiculadas no Rio Grande do Sul.

Eu, como apreciadora de uma boa cervejinha gelada (sem Merchandising), nunca ouvi falar da Polar e muito menos a vi em alguma prateleira de supermercado. O mais engraçado é que esta é exatamente a estratégia da marca: abrir mão de todo o mercado nacional para ser imbatível no Rio Grande do Sul e, desse modo, não trair e nem perder o vínculo com os gaúchos. Ousado, não? E o resultado, nem tão surpreendente:  a Polar foi comprada pela AMBEV.

Vale a pena conferir o site: http://www.polarexport.com.br/

Valeu galera, e encerro aqui com uma frase, de Kotler,  que não me sai da cabeça: “Marketing é satisfazer clientes lucrativamente”.

Alessandra Cavendish


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